A proposta aparece como uma resposta ao plano anterior de nove pontos apresentado pelos Estados Unidos e inclui medidas significativas, como a suspensão imediata das sanções econômicas, o fim do bloqueio naval, a retirada de tropas americanas da região e a interrupção total das operações militares, especialmente em contextos que envolvem Israel no Líbano. O governo iraniano expressou a esperança de que um acordo possa ser concretizado em até 30 dias, substituindo o cessar-fogo atual, que está em vigor há cerca de três semanas.
Ainda conforme Baghaei, neste momento não há discussões sobre o programa nuclear em andamento, e as tratativas estão centradas em questões militares e geopolíticas. As conversas continuam sendo mediadas pelo Paquistão, que desempenha um papel crucial na facilitação do diálogo entre as duas nações.
Por outro lado, do lado americano, o presidente Donald Trump se mostrou cético em relação à proposta. Ele mencionou que os Estados Unidos ainda não acreditam que o Irã tenha pago um “preço suficientemente alto” pela atividade militar que gerou o conflito. Essa análise ocorre em um contexto em que Washington mantém um bloqueio severo aos portos iranianos, com a possibilidade de sanções adicionais para empresas que infrinjam essas restrições.
Em nota, autoridades iranianas destacaram que o país não pretende voltar às condições anteriores ao surto de tensões no estreito de Ormuz e não hesitará em impor restrições à navegação nessa região, permitindo apenas a passagem de embarcações não associadas aos Estados Unidos ou a Israel, mediante pagamento. A situação revela um cenário complexo e delicado, onde a diplomacia ainda terá um papel crucial na busca por uma resolução duradoura.
