Durante uma coletiva de imprensa, Baghaei ressaltou que a violação desses compromissos, especialmente por parte de Israel, será um tema central nas discussões atuais. Ele enfatizou que “não nos esquecemos da experiência passada”, refletindo a apreensão do Irã em relação a promessas não cumpridas em negociações anteriores.
As conversações, que ocorrem em um formato fechado na Suíça, contam com a participação dos países mediadores Paquistão e Catar. As reuniões foram organizadas para serem rápidas e eficazes: pela manhã, as delegações iraniana, paquistanesa e catariana participarão de encontros bilaterais, enquanto à tarde terá lugar uma sessão quadripartida com representantes dos EUA. O foco será garantir que os termos estabelecidos em um memorando de entendimento assinado anteriormente pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian sejam respeitados.
Esse memorando, que marcou o fim de mais de três meses de hostilidades, estipula a cessação imediata das hostilidades em diversas frentes, com particular ênfase na situação no Líbano. Acordos adicionais, como a liberação de ativos iranianos bloqueados e o fornecimento de licenças para a exportação de petróleo, também são assuntos que necessitarão de atenção especial nas discussões.
Baghaei, em suas declarações, reiterou que a implementação de acordos e o monitoramento rigoroso de seus termos são tão, senão mais, importantes do que a própria assinatura de documentos. O Irã parece decidido a assegurar que as obrigações assumidas por todas as partes sejam fielmente cumpridas, refletindo um compromisso firme com os resultados das negociações, em um contexto marcado por desconfiança e complexidade geopolítica. Ao enfatizar a necessidade de monitoramento, o Irã busca evitar os erros do passado, ansioso por garantir uma estabilidade duradoura na região.
