VANDALISMO – Ipê Recém-Plantado em Mirante da Santa Amélia é Ilegalmente Retirado, Alertam Técnicos sobre Impactos Ambientais e Legais da Ação Vandalista.

Durante uma recente vistoria de rotina, os técnicos do setor de arborização da Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb) se depararam com uma situação inusitada no Mirante da Santa Amélia, localizado na Avenida Jorge Montenegro de Barros. Uma muda de Ipê (Handroanthus albus), que havia sido recentemente plantada, foi retirada do local de forma inexplicável. A ação é um reflexo negativo, não apenas para o meio ambiente urbano mas também para a própria comunidade local, segundo Karine Gabriela, diretora do setor de arborização.

A muda de Ipê foi plantada na última sexta-feira, durante a “Tardezinha da Arborização”, um evento que envolveu alunos da rede municipal e marcou o início da quarta etapa do projeto intitulado “Arborizar é Massa”. Esse tipo de atividade visa conscientizar as crianças sobre a importância da arborização urbana e suas inúmeras vantagens, como a melhoria da qualidade do ar e o embelezamento da cidade. Contudo, a retirada da muda evidenciou a fragilidade do compromisso social com a conservação do meio ambiente.

Karine expressou sua preocupação ao afirmar que ações como essa não apenas danificam as árvores, como também afetam o patrimônio público. “Temos um mapeamento de diversos pontos da cidade para o plantio de espécies nativas e frutíferas, aproveitando os múltiplos benefícios que elas oferecem. Atitudes como estas nos causam tristeza”, ressaltou. A diretora destacou que a preservação do meio ambiente deve ser uma prioridade para todos os cidadãos, já que essas iniciativas visam a construção de uma cidade mais saudável e sustentável.

Vale destacar que a legislação ambiental prevê punições rigorosas para quem comete atos de vandalismo contra a vegetação urbana. De acordo com a Lei 9.605/98, a retirada ou danificação de plantas ornamentais em logradouros públicos pode acarretar penalidades que vão desde a detenção de três meses até um ano, além de multas. Esse tipo de norma busca não apenas proteger as plantas, mas também promover uma consciência coletiva em relação à preservação do patrimônio natural nas áreas urbanas. A situação revela a urgência de uma reflexão sobre a importância da participação da comunidade na conservação e cuidado do meio ambiente.

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