Investimentos da Vale caem 20% no terceiro trimestre, somando US$ 376 milhões; dívida líquida aumenta 6% e custos totais recuam 2%.

A mineradora Vale divulgou nesta quinta-feira, 24, os resultados do terceiro trimestre deste ano, destacando uma queda de 20% nos investimentos realizados, totalizando US$ 376 milhões. Segundo a empresa, esse recuo em comparação ao mesmo período de 2023 foi atribuído principalmente a menores desembolsos no projeto de cobre de Salobo 3, bem como à desconsolidação da PTVI, na Indonésia, e a menores investimentos no projeto Briquetes Tubarão, que se encontra em estágio avançado.

Os investimentos totais, considerando os projetos de expansão e manutenção, somaram US$ 1,398 bilhão, apresentando uma queda anual de 5%. Além disso, a dívida líquida expandida da Vale, incluindo as provisões para Brumadinho e Fundação Renova, encerrou o terceiro trimestre de 2024 em US$ 16,472 bilhões, um aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2023. Já a dívida líquida total foi de US$ 9,536 bilhões, registrando uma diminuição de 5% em relação ao ano anterior.

No que diz respeito aos custos e despesas, excluindo Brumadinho e descaracterização de barragens, a Vale informou que os valores totalizaram US$ 6,802 bilhões no terceiro trimestre deste ano, representando uma queda de 2% em relação ao ano anterior. As despesas relacionadas a Brumadinho e à descaracterização de barragens totalizaram US$ 126 milhões no período, um valor 59% menor do que o registrado no mesmo trimestre de 2023.

Por fim, as provisões de Samarco e Fundação Renova atingiram US$ 4,7 bilhões, um aumento de 55% em comparação ao terceiro trimestre de 2023. A Vale explicou que esse aumento se deve a uma avaliação mais atualizada sobre o potencial acordo com autoridades brasileiras e às reivindicações relacionadas ao rompimento da barragem da Samarco, além da extensão em que a Samarco pode financiar desembolsos futuros.

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