As investigações apontam que Nilson retirou as armas artesanais e a munição do Ibama, que haviam sido apreendidas de garimpeiros, grileiros e desmatadores, e não devolveu o material, que deveria ter sido destinado ao Exército para destruição. Além disso, a lancha, apreendida em uma operação contra o garimpo ilegal, também desapareceu após Nilson informar aos colegas que a traria de volta para o pátio do Ibama.
Durante o inquérito, a PF constatou que Nilson havia mentido sobre o destino das armas e da pistola cedida ao líder criminoso. O ex-servidor foi preso em flagrante por porte ilegal de arma e liberado após pagar fiança. Além disso, foram encontrados apetrechos para uso de drogas na residência de Nilson, que admitiu fazer uso ocasionalmente.
Os colegas de trabalho descrevem Nilson como um “concurseiro”, graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele ocupou cargos no Ibama por um curto período de tempo antes de se desligar da instituição em 2024. A Polícia Federal continua investigando o caso, contando com a colaboração do Ibama. A defesa de Nilson preferiu não se manifestar sobre o assunto.
