Investigações Revelam Conexões Controversas de Karina Ferreira com Contratos Públicos e Financiamento de Cinebiografia de Jair Bolsonaro

Investigação Atinge Karina Ferreira da Gama, da ONG Instituto Conhecer Brasil

A jornalista Karina Ferreira da Gama, diretora da ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), está no centro de uma investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. O foco da apuração é um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo, que visa a instalação de pontos de internet wi-fi em várias localidades da capital. Com a promessa de implementar 5 mil pontos, a iniciativa levanta questões sobre a experiência da ONG, que, segundo denúncias de vereadores, não possui histórico na gestão de redes desse tipo.

O contrato foi iniciado em janeiro de 2024 e busca sua conclusão em 2025. Contudo, a Promotoria do Patrimônio Público detectou irregularidades, incluindo a ausência de concorrência e o fato de a ONG mencionar captar recursos sem ter prestado o serviço prometido. Críticos, como o vereador Nabil Bonduki, indicam que as falhas eram evidentes desde o início do processo licitatório. Ele observou que a empresa pública Prodam poderia ter realizado o serviço por um valor menor.

Além de seu envolvimento com o ICB, Karina é também a responsável pela produtora Go Up Entertainment, que está associada ao filme “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Embora a Go Up não tenha lançado nenhum filme até o momento, a empresa recebeu patrocínio do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e foi vinculada a figuras próximas ao ex-presidente, como o deputado federal Mario Frias.

Resident na Brasilândia, região da zona norte de São Paulo, Karina possui pelo menos cinco empresas registradas. O recente inquérito, aberto em fevereiro, amplia a atenção sobre sua trajetória, não apenas na esfera social com o Instituto, mas também na produções audiovisuais.

Karina, em resposta a críticas, defendeu seu histórico de trabalho e atacou as motivações por trás das investigações, alegando que sua origem e trajetória de vida não devem ser tratadas como desmerecimentos. “Desde os 10 anos de idade, trabalho arduamente e isso não deve ser visto com menosprezo”, afirmou em suas redes sociais.

Além da investigação local, a Polícia Federal também analisa possíveis irregularidades no financiamento de “Dark Horse”, em especial em relação aos recursos solicitados por Flávio Bolsonaro. A repercussão desses assuntos fez surgir questionamentos acerca de possíveis relações entre os contratos e as produções cinematográficas, embora a Prefeitura de São Paulo tenha negado qualquer vínculo entre a contratação da ONG e a produção do filme, enfatizando que seus pagamentos estão atrelados a pontos ativos de wi-fi para garantir a transparência e evitar desperdícios.

À medida que as investigações se desdobram, a figura de Karina Ferreira da Gama se torna um novo ponto focal nas discussões sobre gestão pública e cultura em um contexto em que a transparência e a prestação de contas são cada vez mais escassas. A sua postura, os desdobramentos das investigações e a relação com o meio político evidenciam uma trama complexa que poderá impactar diferentes esferas da sociedade.

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