Thawanna estava caminhando na rua com seu marido, Luciano dos Santos, quando uma viatura da Polícia Militar passou ao lado do casal. Segundo o boletim de ocorrência, Luciano teria esbarrado no retrovisor do veículo. Após esse encontro, os policiais decidiram retornar ao local após ouvir os gritos de Luciano. Durante a abordagem, os policiais relataram que Thawanna começou a discutir de maneira exaltada, chegando a agredir uma das policiais, identificada como Yasmin Cursino Ferreira.
Entretanto, a versão apresentada pelo marido da vítima diverge significativamente da narrativa policial. Luciano afirmou que uma policial desceu da viatura e disparou em direção a Thawanna antes que ele pudesse agir. Para demonstrar que não oferecia risco, declarou ter removido sua blusa e bolsa, colocando-as no chão.
Câmeras de segurança registraram os momentos que antecederam o disparo. As imagens mostram o casal de mãos dadas na Rua Edimundo Audran, enquanto um diálogo entre eles e os policiais começa a ser captado em áudio. Em uma das partes do diálogo, Thawanna se dirige a um dos policiais, mencionando uma agresão anterior. A troca de palavras rapidamente se intensifica, culminando em gritos e, em seguida, ouvindo-se o disparo que tirou a vida de Thawanna.
Após o incidente, a soldado Yasmin Cursino Ferreira foi afastada de suas funções enquanto as investigações prosseguem. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que a policial está sendo alvo de dois inquéritos: um conduzido pela Polícia Civil e outro pela Polícia Militar. Em nota, a SSP assegurou que todas as circunstâncias estão sendo apuradas de maneira prioritária, com a coleta e análise de imagens das câmeras corporais e laudos periciais já integrando o processo investigativo.
Imagens captadas por uma testemunha registraram o momento dramático em que Thawanna é baleada, mostrando-a caída e sangrando na rua. Vizinhos que assistiram à cena criticaram a conduta dos policiais, com um deles chamando a agente responsável pelo disparo de “despreparada”. O caso levanta questões sobre a condução de operações policiais e a aplicação de força em situações de conflito, que já provocaram um clamor e mobilização na comunidade local por justiça.





