Investigação sobre incêndio no Shopping Tijuca revela que chefe de segurança atuou no combate às chamas; duas mortes e licenciamento de loja estão em apuração.

A tragédia ocorrida no Shopping Tijuca no último sábado, que resultou na morte do chefe de segurança Anderson Aguiar do Prado e da brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes, está gerando uma série de investigações por parte da Polícia Civil. Inicialmente, Aguiar foi erroneamente identificado como brigadista, mas as autoridades agora confirmaram sua verdadeira função, levantando questionamentos sobre sua atuação no combate ao incêndio.

Maíra Rodrigues, delegada adjunta da 19ª DP, conduz as investigações e destaca a necessidade de esclarecer se a ação de Aguiar foi um ato impulsivo de ajuda ou parte do protocolo estabelecido pelo shopping, que pode ter exigido que a segurança também agisse como brigadista. Este ponto é crucial, uma vez que a dinâmica da emergência está direcionando a apuração das responsabilidades do local.

Além das fatalidades, o incêndio deixou três feridos, e as autoridades estão examinando as licenças operacionais da loja Bell’Art, onde as chamas teriam se originado. O proprietário da loja alega possuir todas as permissões necessárias, mas informações extraoficiais de bombeiros indicam que essa afirmação não condiz com a realidade. A delegada Rodrigues mencionou que será formalizada uma solicitação ao Corpo de Bombeiros para esclarecer essa situação.

Com relação às causas do incêndio, a Polícia Civil finalizou a fase preliminar da perícia na tarde de terça-feira. Os peritos confirmaram que o fogo teve início na loja de decoração Bell’Art, com suspeitas de que um aparelho de ar-condicionado tenha sido o causador do desastre. Um planejamento detalhado para estabilização estrutural da área afetada é necessário antes que os peritos possam realizar uma avaliação mais minuciosa.

A complexidade da análise é acentuada pelas condições hostis no local. A delegada mencionou que a temperatura ainda se mantém extremamente elevada, alcançando até 70ºC, o que dificulta o acesso e trabalhos dos especialistas. Restauradores, engenheiros e a polícia estão coordenando esforços para garantir a segurança antes da continuidade das investigações.

O cronograma de depoimentos foi prejudicado e algumas oitivas foram adiadas. A superintendente do shopping e uma representante dos brigadistas alegaram não ter acesso aos autos do processo para sua participação. Adicionalmente, o brigadista sobrevivente, que se encontra internado, também terá seu testemunho adiado enquanto a Polícia Civil busca esclarecer os detalhes da operação de emergência e os protocolos de segurança que estavam em vigor na ocasião do incêndio. A investigação continua, e mais informações devem surgir conforme os esforços prosseguem.

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