O financiamento em questão está ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e cabe ao Ministério Público Federal avaliar se há motivos suficientes para uma investigação detalhada. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá a missão de examinar a denúncia apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Farias defende uma apuração que busque elucidar quaisquer conexões entre o financiamento do filme e outras questões relevantes, como as investigações que envolvem o Banco Master, a associação do senador Flávio Bolsonaro com Vorcaro e a atuação internacional do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro.
Além disso, o pedido de investigação também menciona uma suposta participação do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que pode tornar a situação ainda mais complexa. Até agora, a PGR já emitiu um parecer preliminar sobre a denúncia, mas este se limitou a tratar do assunto brevemente no Supremo. O caso foi primeiramente dirigido ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, que recomendou que a PGR se manifestasse sobre a questão. Em resposta, a procuradoria indicou que a responsabilidade por uma investigação mais profunda deveria ser do gabinete de Mendonça, que também é relator da operação conhecida como “Compliance Zero”, que se ocupa do escândalo do Banco Master.
Na semana passada, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu que o caso ficaria sob a responsabilidade de Mendonça. Nestes trâmites judiciais, é comum que a primeira ação dos ministros do STF seja o encaminhamento da notícia-crime à PGR. A praxe estabelece um prazo de cinco dias para a manifestação, mas, devido ao recesso do Judiciário, é possível que Gonet tenha um tempo maior para detalhar suas considerações sobre o assunto, o que poderá influenciar a direção das investigações futuras.





