A torre de 92 andares em Chicago foi um dos últimos grandes projetos de construção de Trump e resultou em grandes prejuízos financeiros. No entanto, ao tentar obter benefícios fiscais por suas perdas, Trump teria ultrapassado os limites legais ao amortizar as mesmas perdas duas vezes. A primeira baixa ocorreu em 2008, quando ele declarou perdas de até US$ 651 milhões devido ao fracasso do empreendimento.
Em 2010, Trump e seus consultores fiscais realizaram uma manobra para declarar mais US$ 168 milhões em perdas adicionais na década seguinte, o que chamou a atenção do IRS e resultou em uma investigação em andamento. Essa nova fatura fiscal poderá custar caro ao ex-presidente, que já enfrenta outras crises judiciais, como o caso de difamação e fraude civil movidos pela procuradora-geral de Nova York.
Especialistas em impostos consultados acreditam que as manobras contábeis de Trump em Chicago são questionáveis e improváveis de resistir a um escrutínio mais detalhado. Para Walter Schwidetzky, professor de direito e especialista em tributação de sociedades, Trump teria “roubado o sistema tributário”. A resolução dessa disputa com o IRS poderá estabelecer um precedente significativo para pessoas ricas que buscam benefícios fiscais através de parcerias.
A auditoria ainda está em andamento e Trump tem o direito de recorrer das conclusões do IRS. No entanto, caso o ex-presidente decida contestar a decisão em tribunal, o caso se tornará público e mais detalhes poderão ser revelados. Até o momento, os representantes de Trump afirmam que o assunto foi resolvido anos atrás e que estão confiantes em sua posição, respaldada por especialistas fiscais. Resta aguardar o desenrolar dos acontecimentos para saber o desfecho dessa nova polêmica envolvendo o ex-presidente dos Estados Unidos.
