Os fundos onde os valores foram dispostos incluem várias modalidades de investimento de renda fixa e ações. Inicialmente, R$ 970 milhões foram direcionados diretamente para o Banco Master. Contudo, diante das dificuldades financeiras enfrentadas pela instituição, os investimentos foram redirecionados para fundos alternativos criados para estabilizar a situação do banco. Entre os fundos destacados, o Arena Fundo de Investimento em Renda Fixa recebeu R$ 1,37 bilhão; o Revolution Fundo de Investimento Renda Fixa Longo Prazo Crédito Privado recebeu R$ 481,48 milhões; além de alocações menores em outras modalidades.
O relatório da PF também aponta que as decisões dos investimentos estavam potencialmente atreladas a alinhamentos políticos com o governo estadual. Conversas obtidas a partir do celular de Vorcaro insinuam que os aportes eram condicionados a essa conexão política. O último aporte registrado aconteceu em agosto de 2025, encerrando um ciclo de 667 dias de interações financeiras entre o Rioprevidência e o Banco Master.
Além disso, a PF documentou pelo menos oito encontros entre Castro e Vorcaro, que ocorreram em locais variados, incluindo reuniões no palácio Laranjeiras e no Palácio Guanabara, ambos no Rio de Janeiro, e até em Nova York, onde se realizou um evento de degustação de uísque avaliado em mais de R$ 5 milhões.
Em resposta a essas revelações, a defesa do ex-governador Cláudio Castro nega qualquer “relação pessoal indevida” com o banqueiro. Por sua vez, o Banco Master argumenta que todas as operações realizadas foram pautadas em critérios técnicos e legais, desassociando-se de qualquer conotação irregular. As investigações continuam, e os desdobramentos são aguardados com atenção.





