Investigação da PF aponta que Bolsonaro estava ciente de operação ilegal de venda de joias da ditadura saudita nos EUA.

A Polícia Federal (PF) está prestes a concluir o inquérito que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação a uma operação ilegal de venda e recompra de joias recebidas da ditadura saudita durante sua visita oficial à Arábia Saudita em 2019. De acordo com informações obtidas pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo, o relatório final do inquérito incluirá provas que indicam que Bolsonaro estava ciente da transação e aprovou parte dela.

O material coletado pela PF durante as últimas diligências, realizadas entre 25 de abril e 11 de maio nos Estados Unidos, revela que o ex-presidente foi informado sobre a venda ilegal das joias e deu sua autorização para parte do processo. Além disso, também foram identificados assistentes e advogados que estavam envolvidos na operação. Com base nas evidências coletadas, espera-se que Bolsonaro seja indiciado juntamente com os demais acusados.

Após a conclusão do inquérito, caberá à Procuradoria-Geral da República (PGR) analisar as provas reunidas pela PF e decidir se apresentará denúncia contra Bolsonaro e os demais envolvidos no caso. O valor total das joias envolvidas na transação foi estimado em pelo menos R$ 500 mil, e o Tribunal de Contas da União (TCU) já concluiu que os presentes pertencem ao acervo da Presidência, não ao ex-presidente.

É importante ressaltar que o ex-presidente também é alvo de outro inquérito que investiga uma tentativa de golpe, considerado o mais grave contra Bolsonaro. A PF espera apresentar o relatório final dessa investigação ao Supremo Tribunal Federal (STF) em julho, e este inquérito é apontado como aquele com maior potencial para levar Bolsonaro à prisão.

Dessa forma, o desfecho dos inquéritos em andamento pode representar um momento crucial para o ex-presidente, com potenciais desdobramentos legais significativos em seu futuro político e jurídico.

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