O material coletado pela PF durante as últimas diligências, realizadas entre 25 de abril e 11 de maio nos Estados Unidos, revela que o ex-presidente foi informado sobre a venda ilegal das joias e deu sua autorização para parte do processo. Além disso, também foram identificados assistentes e advogados que estavam envolvidos na operação. Com base nas evidências coletadas, espera-se que Bolsonaro seja indiciado juntamente com os demais acusados.
Após a conclusão do inquérito, caberá à Procuradoria-Geral da República (PGR) analisar as provas reunidas pela PF e decidir se apresentará denúncia contra Bolsonaro e os demais envolvidos no caso. O valor total das joias envolvidas na transação foi estimado em pelo menos R$ 500 mil, e o Tribunal de Contas da União (TCU) já concluiu que os presentes pertencem ao acervo da Presidência, não ao ex-presidente.
É importante ressaltar que o ex-presidente também é alvo de outro inquérito que investiga uma tentativa de golpe, considerado o mais grave contra Bolsonaro. A PF espera apresentar o relatório final dessa investigação ao Supremo Tribunal Federal (STF) em julho, e este inquérito é apontado como aquele com maior potencial para levar Bolsonaro à prisão.
Dessa forma, o desfecho dos inquéritos em andamento pode representar um momento crucial para o ex-presidente, com potenciais desdobramentos legais significativos em seu futuro político e jurídico.






