Esses investidores têm aumentado sua presença nas transações cross-border, onde comprador e vendedor são de diferentes países. As transações desse tipo cresceram de 26% em 2024 para 32% em 2025, com um recorde de 40% registrado no primeiro trimestre de 2026. O número total de operações também teve um aumento significativo, passando de 647 aquisições em 2024 para 724 em 2025.
A análise detalha que as transações internacionais são, em média, 5,2 vezes maiores do que as domésticas, com valores médios de R$ 1,4 bilhão contra R$ 273 milhões nas aquisições realizadas nos últimos três anos. Esse fenômeno explica como um número relativamente menor de operações poderia concentrar a maior parte do capital investido.
O estudo também indica que as aquisições mais atraentes para investidores estrangeiros são, em sua maioria, de empresas do chamado middle market, que têm receita média de R$ 202 milhões e valor de transação mediano de R$ 452 milhões, apresentando uma margem EBITDA implícita de aproximadamente 42%. Notavelmente, 26% dos alvos dessas aquisições possuem receita inferior a R$ 50 milhões, demonstrando que o setor de pequenas e médias empresas é bastante ativo nas vendas para o capital estrangeiro.
Com uma taxa de conclusão de 85,2% nas transações mapeadas, a pesquisa destaca a efetividade do mercado de M&A no Brasil, que já se mostra promissor com um pipeline de 284 transações anunciadas para o futuro próximo. Entre os setores de maior interesse, a Tecnologia da Informação lidera com 393 negócios, enquanto o setor de Matérias-Primas se destaca pela alta taxa de aquisições internacionais, alcançando 52,1%.
Os Estados Unidos despontam como o maior comprador individual, com 77 transações, enquanto países europeus se mostram igualmente ativos, com um volume total que supera o norte-americano. O crescente apetite por commodities e infraestrutura digital revela uma dinâmica de mercado sólida, com perspectivas favoráveis para futuras transações, especialmente com o interesse de investidores do Oriente Médio e potencial de crescimento das operações asiáticas nos próximos anos.




