É fato que muitos aspectos da vida necessitam ser quantificados, porém, como destacado por Gustavo Corção, é nos aspectos qualitativos que encontramos a essência da existência. Não podemos simplesmente reduzir tudo a números, pois isso seria uma mutilação terrível.
Um exemplo disso pode ser visto na área da educação. Em muitos estados brasileiros, é comum vermos propagandas que exaltam os índices e estatísticas da educação local, como se isso fosse o único indicador de qualidade. No entanto, a realidade nos mostra que os problemas são muito mais profundos do que esses números superficiais.
Quando um estado se gaba de ter o melhor sistema educacional, devemos questionar em que aspectos ele é realmente o melhor. Será que é na quantidade de acesso a plataformas digitais ou no preenchimento de formulários online? Essas métricas não são necessariamente indicadores de qualidade educacional.
Além disso, é importante refletir se as futuras gerações estão de fato sendo melhor preparadas do que as gerações anteriores. Será que estamos realmente preocupados com o futuro das próximas gerações, ou estamos simplesmente ignorando essa responsabilidade?
São perguntas incômodas que muitas vezes evitamos confrontar, pois as respostas podem revelar aspectos feios e desconfortáveis de nossa sociedade. É essencial que busquemos um equilíbrio entre a qualidade e a quantidade, valorizando o que realmente importa e não apenas o que pode ser facilmente medido. A reflexão sobre essas questões é fundamental para promover mudanças significativas em nossa sociedade.





