Rodríguez afirmou que a proposta será apresentada à Assembleia Nacional com o objetivo de promover a convivência pacífica. “Acredito que esta lei será fundamental para curar as feridas deixadas pela polarização política, da violência ao extremismo. É um passo em direção à justiça e à harmonia entre nossos cidadãos”, declarou a presidente interina.
O escopo da lei é abrangente, cobrindo eventos que vão de 1999 até os dias atuais, período que coincide com a ascensão de Hugo Chávez ao poder. Em sua fala, Rodríguez invocou o legado de Chávez, enfatizando a necessidade de inclusão e justiça social como pilares da nova proposta. “É o espírito de Chávez que nos motiva a buscar uma Venezuela onde haja igualdade e equidade para todos”, afirmou.
No entanto, a proposta de anistia não vai se estender a condenações por crimes mais graves, como homicídio, tráfico de drogas, corrupção e violações severas dos direitos humanos, o que levanta questões sobre a complexidade da situação penal no país.
A intervenção de Delcy Rodríguez também ocorre em um momento delicado na política venezuelana e internacional. Desde o sequestro do presidente Nicolás Maduro pelas forças armadas dos Estados Unidos, em 3 de janeiro, Delcy assumiu a liderança do país, ao mesmo tempo em que condena esse ato de sequestro.
Em recente discurso, ela manifestou a intenção da Venezuela de estar aberta ao diálogo, mas firmou a posição de não aceitar agressões. Durante a semana, a presidente anunciou um plano de defesa nacional, reforçando a disposição do governo em buscar soluções pacíficas, mas com determinação em proteger a soberania da nação. A situação na Venezuela continua a ser monitorada de perto enquanto a proposta de anistia avança para discussão legislativa.






