INTERNACIONAL – Venezuela propõe diálogo com EUA em meio a tensões e alegações de intervenção militar por parte de Washington.

Presidente Interina da Venezuela Envia Carta a Donald Trump em Busca de Diálogo e Cooperação

Em uma carta pública endereçada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, expressou a urgência de estabelecer um relacionamento “equilibrado e respeitoso” entre os dois países, enfatizando a necessidade de uma interação baseada na igualdade e no respeito à soberania venezuelana, afastando qualquer forma de ingerência externa.

No texto, divulgado amplamente nas redes sociais, Rodríguez convidou o governo dos EUA a trabalhar em conjunto por meio de uma agenda de cooperação que busque um desenvolvimento compartilhado. Essa parceria, segundo a presidente interina, deve ser pautada na legalidade internacional e fortalecer uma convivência pacífica e duradoura entre as nações.

O chamado à paz e ao diálogo perpassa toda a mensagem. Em um trecho impactante, Rodríguez afirmou: “Presidente Donald Trump, nossos povos e nossa região merecem paz e diálogo, não guerra. Esse sempre foi o predicamento do presidente Nicolás Maduro e é o de toda a Venezuela neste momento.” Essa declaração reflete o desejo de uma Venezuela que busca reconstituir laços e um futuro promissor, ao qual a presidente dedicou sua vida.

Entretanto, o contexto em que essa carta foi enviada é dramático. No último sábado, diversas explosões foram ouvidas em bairros de Caracas, em meio a uma operação militar que envolveu forças especializadas dos Estados Unidos. Durante esses eventos, o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram supostamente capturados e levados a Nova York. Essa intervenção militar representa uma nova fase das ações diretas dos EUA na América Latina, relembrando episódios passados, como a invasão ao Panamá em 1989, que resultou no sequestro do presidente Manuel Noriega.

As autoridades norte-americanas acusam Maduro de estar à frente de um suposto cartel de drogas, denominado “De Los Soles”, embora muitos especialistas em tráfico internacional de drogas questionem a existência desse cartel e apontem a falta de provas concretas. Em adição a estes alegações, o governo Trump chegou a oferecer uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levassem à captura do presidente venezuelano.

Para muitos analistas, essa manobra pode ter motivações geopolíticas, visando afastar a Venezuela da influência de potências como China e Rússia, além de tentar garantir um maior controle sobre suas vastas reservas de petróleo, que são as maiores do mundo. Assim, a tensão entre os dois países se intensifica, enquanto a carta de Delcy Rodríguez emerge como um apelo por paz e diálogo em meio ao tumulto.

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