Padrino, acompanhado de altos oficiais das Forças Armadas, condenou a intervenção norte-americana e exigiu a imediata liberação do líder venezuelano. Durante sua fala, ele ressaltou que os mortos incluem “soldados, soldadas e cidadãos inocentes”, embora não tenha fornecido detalhes ou números específicos sobre as fatalidades.
Enquanto isso, o sábado foi marcado por várias explosões em diferentes bairros de Caracas, sugerindo um clima de caos e incerteza. O ataque militar, que culminou na captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, representa um retorno a uma era de intervenções diretas dos Estados Unidos na América Latina. Este tipo de ação militar lembrou os eventos de 1989, quando a nação norte-americana invadiu o Panamá para prender Manuel Noriega, também acusado de narcotráfico.
Os Estados Unidos alegam que Maduro lidera um cartel chamado De Los Soles, mas críticos da ação afirmam que não foram apresentadas provas concretas para sustentar essas alegações, e especialistas na área de tráfico de drogas questionam a existência de tal cartel. Durante o governo de Donald Trump, o valor de US$ 50 milhões foi oferecido como recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro, reforçando a determinação americana em lidar com o governo venezuelano.
Ademais, muitos analistas sugerem que, por trás da intervenção, há um interesse estratégico em reduzir a influência da Venezuela na região, especialmente em relação a países como China e Rússia, bem como em assegurar o controle sobre as vastas reservas de petróleo que a nação possui. As tensões geopolíticas na América Latina tendem a se intensificar com este recente desenvolvimento, que levanta preocupações sobre a soberania da Venezuela e o impacto da política externa dos Estados Unidos.







