INTERNACIONAL – Venezuela e EUA realizam operação conjunta que resulta no retorno do navio petroleiro Minerva, intensificando a tensão política entre os países.

Na noite de sexta-feira, o governo venezuelano anunciou uma operação coordenada com os Estados Unidos que resultou no retorno do petroleiro Minerva, que havia deixado o país sem a devida autorização ou pagamento. A informação foi divulgada pela estatal petrolífera PDVSA, que afirmou que a embarcação está em processo de retorno às águas venezuelanas.

Em um comunicado oficial, a estatal destacou que essa “primeira exitosa operação conjunta” permitiu que o navio navegasse de volta ao seu país de origem, assegurando sua proteção e as ações necessárias para o seu manejo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou sobre a apreensão do navio, confirmando em sua rede social que a operação foi realizada em colaboração com as chamadas “autoridades interinas” da Venezuela. Trump ressaltou que o petroleiro está a caminho de retornar ao território venezuelano e que o petróleo a bordo será comercializado através do Grande Acordo Energético, mecanismo desenvolvido para facilitar esse tipo de transação.

A operação que visou a recuperação do Minerva ocorreu em um momento crítico, coincidindo com declarações da presidente interina Delcy Rodríguez. Ela abordou a possibilidade de abrir embaixadas dos Estados Unidos na Venezuela, enfatizando o caráter diplomático desse movimento. Segundo Rodríguez, o principal objetivo é denunciar a agressão sofrida pelo povo venezuelano, particularmente em um cenário onde a intervenção militar dos Estados Unidos, que culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, acaba de completar uma semana.

Rodríguez sublinhou que a estratégia para enfrentar essa intervenção não será a de ações bélicas, mas sim a de um forte apelo à diplomacia. A presidente interina proclamou: “Utilizaremos nossa diplomacia bolivariana de paz para sustentar a estabilidade e a soberania do nosso país”. Ela afirmou que este será o caminho escolhido para garantir não apenas a proteção do povo, mas também o retorno de Maduro e Flores, prometendo que esse processo será conduzido com paciência e determinação estratégica. Essa postura busca reforçar uma narrativa de resistência frente a pressões externas, ao mesmo tempo em que aponta um caminho diplomático a ser seguido nas próximas semanas.

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