No comunicado, é destacado que essa ação não apenas infringe a Carta das Nações Unidas, mas também representa uma ameaça à paz e estabilidade de toda a América Latina e do Caribe, colocando em risco a vida de milhões de cidadãos. A Venezuela alegou que tanto áreas civis quanto militares em Caracas, bem como em estados vizinhos como Miranda, Aragua e La Guaira, foram alvo desse ataque, e os representantes do país planejam levar essa denúncia ao Conselho de Segurança da ONU e a organismos regionais, como a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e o Movimento dos Países Não-Alinhados (MNOAL).
A administração venezuelana também lembrou que, conforme estipulado pelo artigo 51 da Carta das Nações Unidas, o país se resguarda o direito de se defender para proteger sua soberania e integridade territorial. Além disso, o governo convocou a população a se mobilizar contra o que qualificou de “ataque imperialista”, enfatizando a união entre as forças sociais e políticas do país, bem como o compromisso das Forças Armadas em garantir a soberania da nação.
De acordo com o governo, a tentativa dos Estados Unidos de minar a independência política da Venezuela por meio da força é um esforço falho e condenado ao fracasso. O comunicado ainda traz uma lembrança da história, mencionando que o país já superou desafios diante de potências estrangeiras desde seu início como nação independente. O líder venezuelano evocou o espírito dos libertadores para motivar o povo a se erguer em defesa de sua autonomia.
Em tom resoluto, o documento conclui com uma citação do ex-presidente Hugo Chávez, reiterando a necessidade de unidade e luta em tempos de adversidade, convocando o patriotismo e a determinação do povo venezuelano frente às dificuldades impostas.







