Inicialmente, a UE planejava impor contratarifas sobre cerca de 21 bilhões de euros de importações dos EUA, como resposta às tarifas de 25% de Trump sobre aço e alumínio. No entanto, diante da oportunidade de negociação, as contramedidas europeias ficarão em espera por 90 dias, enquanto a União Europeia finaliza a adoção das medidas, que contaram com forte apoio dos Estados-membros.
A reviravolta de Trump, menos de 24 horas após a entrada em vigor das novas tarifas, trouxe alívio para os mercados e líderes globais, apesar de intensificar a guerra comercial com a China. Os índices acionários dos EUA tiveram alta com a notícia, e esse sentimento positivo se estendeu aos pregões asiáticos e europeus, demonstrando a importância das decisões comerciais globais nos mercados financeiros.
Enquanto os mercados celebravam a notícia, a China rejeitou as ameaças e chantagens de Washington, mantendo-se firme em suas posições. Trump, por sua vez, continuou pressionando a China ao aumentar as tarifas sobre as importações chinesas.
Na Europa, a medida anunciada por Trump foi considerada um passo importante para a estabilização da economia global, refletindo-se nos rendimentos dos títulos públicos da zona do euro e no comportamento dos mercados. A pausa nas contratarifas da UE ressalta a importância do diálogo e das negociações como uma via para resolver conflitos comerciais.
Von der Leyen enfatizou que as contramedidas da UE podem ser retomadas se as negociações não forem satisfatórias, deixando claro que todas as opções permanecem sobre a mesa. A reversão de Trump sobre as tarifas também não é total, já que algumas medidas permanecem em vigor, e a incerteza comercial continua a pairar sobre as relações internacionais.




