Os moradores de Kyushu estão avaliando os danos após uma noite de chuvas e ventos fortes. Yu Fukuda, 67 anos, relatou os danos em sua fazenda de peixes e restaurante na cidade turística de Yufu, na prefeitura de Oita. Ele encontrou o local inundado pelas águas da enchente, com um metro de altura, deixando marcas nas janelas e sujeira por toda parte. “Fiquei muito triste”, disse Fukuda à Reuters, enquanto limpava os destroços.
Os ventos do tufão atingiram até 180 km/h, suficientes para derrubar caminhões em movimento. Cerca de 250 mil residências em sete prefeituras ficaram sem energia, mas muitas delas tiveram o serviço restaurado. O movimento mais lento do tufão provocou níveis recordes de chuva em algumas áreas distantes, preocupando as autoridades.
Mais de 3,3 milhões de pessoas receberam avisos para se retirarem, principalmente nas áreas mais afetadas de Kyushu, regiões central e leste, incluindo Tóquio e Yokohama. A cidade de Shizuoka registrou mais de 500 mm de chuva nas últimas 72 horas, o maior volume desde 1976. A tempestade deve se aproximar das regiões central e leste no fim de semana e no início da próxima semana, segundo a agência meteorológica.
Até o momento, cerca de 30 mil pessoas foram retiradas, principalmente em Kyushu. O ministro de Gerenciamento de Desastres, Yoshifumi Matsumura, destacou a importância da prevenção e evacuação diante dos riscos de deslizamentos de terra e enchentes. A população japonesa enfrenta mais uma vez os desafios causados pelos impactos de um tufão devastador.
