Em uma publicação em suas redes sociais, o presidente afirmou que, “com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas e construtivas”, ele havia instruído o Departamento de Defesa a adiar quaisquer ataques militares contra usinas de energia e outras infraestruturas energéticas do Irã. A eficácia dessa suspensão de ataques, no entanto, estaria condicionada ao progresso das negociações ao longo da semana.
Entretanto, uma fonte ligada ao governo iraniano contradisse a declaração de Trump, afirmando que não houve qualquer tipo de contato entre a administração estadunidense e Teerã. Essa fonte sugeriu que a decisão de Trump foi uma resposta a advertências iranianas sobre possíveis retaliações, caso os EUA atacassem as infraestruturas energéticas na região, que seriam alvo de represálias por parte do Irã.
A escalada das hostilidades entre os dois países ganhou novos contornos no último sábado, quando Trump deu um ultimato ao Irã para que desbloqueasse o Estreito de Ormuz em 48 horas. Caso contrário, o presidente ameaçou atacar diversas usinas elétricas iranianas, uma decisão que entra em conflito com normas do direito internacional que proíbem ataques a infraestruturas civis, como é a elétrica.
Em paralelo, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã divulgou um comunicado enfatizando que os Estados Unidos e Israel já haviam atacado diversas instalações de infraestrutura hídrica, expressando preocupação com a segurança dessas entidades vitais. O IRGC também deixou claro que, se os EUA atacassem a rede de suprimentos de eletricidade iraniana, responderiam de forma equivalente, almejando destruir os interesses energéticos americanos na região.
A situação se agrava, com a Guarda Revolucionária alertando que todas as empresas de energia com laços americanos na região se tornariam alvos legítimos, e que as centrais elétricas em países que abriguem bases dos EUA poderiam sofrer represálias. O clima de tensão e incerteza continua a se intensificar, enquanto o mundo observa de perto os desdobramentos dessa crise geopolítica que envolve importantes potências como os Estados Unidos e o Irã.







