INTERNACIONAL – Trump sinaliza possível intervenção dos EUA no Irã amid protestos por liberdade e repressão do governo, que resultaram em mais de 50 mortes.

O atual clima de tensão no Irã está chamando a atenção do mundo, especialmente após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou disposição para intervir no país em meio a um aumento significativo de manifestações populares. Essas mobilizações, que tiveram início no dia 28 de dezembro do ano passado, começaram como uma reação ao aumento da inflação, mas rapidamente escalaram para um movimento mais amplo contra o governo, com exigências de mudança política e até pela derrubada do regime.

Em postagens em sua rede social, Trump afirmou que “o Irã está em busca de liberdade, talvez como nunca antes”. Ele indicou que os Estados Unidos estão preparados para agir caso o governo iraniano intensifique a repressão, especialmente se houver mortes entre os manifestantes. Relatos indicam que mais de 50 pessoas já perderam a vida em decorrência dos confrontos, levando a uma escalada da violência e da repressão por parte das autoridades.

O contexto se agrava com a adoção de medidas drásticas por parte do governo iraniano, que impôs um apagão na internet, tornando a comunicação cada vez mais difícil. Telefonemas não estão sendo completados, e a maioria dos voos para o exterior foi cancelada, aumentando o isolamento do país neste momento crítico.

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, contrapunha-se ao cenário, alegando que os protestos são orquestrados por “vândalos” que atuam sob a influência de Trump, o que sugere uma tentativa de deslegitimar os manifestantes e seus objetivos. A declaração de Khamenei revela uma estratégia do governo para atribuir os distúrbios a forças externas, adotando uma retórica comum em regimes que enfrentam descontentamento popular.

À medida que as manifestações continuam, o mundo observa atentamente a forma como a situação se desenrola, destacando não apenas o desejo de liberdade do povo iraniano, mas também as implicações geopolíticas que uma possível intervenção dos EUA poderia acarretar. O cenário permanece volátil e carrega a expectativa de reações tanto internas quanto internacionais.

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