INTERNACIONAL – Trump Lança Conselho de Paz em Davos, mas Países Influentes, como Brasil, Hesitam em Participar do Novo Grupo Internacional.

Na manhã desta quinta-feira, durante o Fórum Econômico de Davos, na Suíça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou oficialmente a criação do seu Conselho de Paz, uma iniciativa que visa, segundo ele, promover a pacificação e a reconstrução de Gaza. O lançamento do projeto tem como objetivo também abordar outros problemas globais, embora tenha sido inicialmente concebido para lidar com a crise na região.

Trump afirmou que “todo mundo quer fazer parte do Conselho de Paz”, mas a adesão de diversos países convidados tem sido decepcionante. Até o momento, nações como Noruega, Suécia, França, Eslovênia e Reino Unido já manifestaram que não se integrarão à nova entidade, enquanto o Brasil e outros países ainda não responderam ao convite. Segundo o presidente americano, 59 países demonstraram interesse em participações futuras, embora apenas 22 tenham se comprometido formalmente até agora.

Este grupo é composto por um diversificado conjunto de nações, incluindo Arábia Saudita, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Belarus, Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Israel, Jordânia, entre outros. Contudo, a natureza e a legitimidade do Conselho de Paz não estão claras, já que não há um entendimento sobre sua capacidade de implementar reais medidas de paz em contextos internacionais.

Durante seu discurso, Trump fez críticas à Organização das Nações Unidas (ONU), mas insinuou que seu Conselho de Paz poderia colaborar com a organização. “Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas”, declarou, levantando questões sobre a eficácia e o caráter competitivo dessa nova estrutura em relação ao organismo internacional tradicional.

Após finalizar sua fala, Trump deu um passo formal na criação do Conselho ao assinar um documento oficial, em presença de outros líderes mundiais, como o presidente argentino Javier Milei e o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. Os países que aceitarem participar terão a possibilidade de manter uma cadeira no Conselho de Paz por um período de três anos, mediante um investimento de US$ 1 bilhão, quantia que será administrada exclusivamente pelo presidente dos EUA. Essa exigência financeira levanta ainda mais questionamentos sobre a viabilidade e os objetivos reais dessa nova iniciativa diplomática.

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