Durante seu discurso, Trump não forneceu muitos detalhes sobre a complexidade da ação, mas fez questão de destacar que ela envolveu o uso de 152 aeronaves e a mobilização de tropas no solo. Segundo o presidente, a operação foi um sucesso, embora tenha mencionado que várias pessoas, principalmente cubanos, perderam a vida durante o confronto. “Muitos morreram. Infelizmente, devo dizer, muitos cubanos”, comentou Trump, referindo-se às forças de segurança de Maduro.
O presidente fez também uma crítica ao líder venezuelano, descrevendo-o como um indivíduo violento e fazendo referência a uma imitação de dança feita por Maduro em um evento anterior. Trump enalteceu, ainda, a eficácia da ação militar norte-americana, afirmando que o corte no fornecimento de eletricidade em quase todo o país foi uma estratégia tática brilhante, levando a população a perceber a gravidade da situação.
Em suas declarações, Trump reafirmou a força militar dos Estados Unidos, argumentando que a nação possui o exército mais avançado e letal do mundo, convencido de que ninguém consegue competir com o poderio americano. Ele também criticou o Partido Democrata, que se opôs à intervenção, referindo-se a manifestantes em Nova York que protestaram contra a ação como sendo “pagos” para tal.
Como resposta, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, condenou o ataque, alegando que muitos integrantes da equipe de segurança de Maduro foram mortos “a sangue frio”. Ele destacou a necessidade de libertar Maduro, que está encarcerado em Nova York enfrentando acusações de narcoterrorismo, e reiterou que a intervenção dos EUA não será aceita.
Esse evento destaca uma crescente tensão nas relações internacionais, especialmente entre os Estados Unidos e a Venezuela, levantando a questão sobre os limites da intervenção militar e suas consequências em um contexto global cada vez mais polarizado.
