Trump detalhou que, caso não houvesse progresso nas negociações para a compra da Groenlândia, as tarifas aumentariam para 25% a partir de 1º de junho, intensificando ainda mais as tensões comerciais entre os aliados históricos. Essa declaração se deu no mesmo dia em que o Mercosul e a União Europeia formalizaram um acordo de livre comércio, em um evento realizado no Paraguai. Durante a cerimônia, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, fez uma crítica à política tarifária de Trump, enfatizando a importância de parcerias comerciais justas e duradouras, em contraste com a abordagem protecionista do ex-presidente.
A mensagem de Von der Leyen foi reforçada por António Costa, presidente do Conselho Europeu, que defendeu a abertura e a cooperação em oposição a práticas isolacionistas e ao uso do comércio como uma ferramenta de pressão geopolítica. Essa declaração sublinhou a preocupação da Europa com as ameaças de Trump, que, ao sugerir uma possível aquisição da Groenlândia, levantou questionamentos sobre a viabilidade da aliança militar liderada pelos EUA na região.
Em resposta a essas declarações, diversos países europeus manifestaram seu apoio à Dinamarca e à Groenlândia, destacando que qualquer tentativa de apropriação militar por parte dos EUA teria consequências dramáticas para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Ao mesmo tempo, manifestações na Dinamarca e na Groenlândia ocorreram, onde cidadãos pediram autonomia para decidir seu futuro sem imposições externas.
A Groenlândia é vista por Trump como estratégica não apenas por sua localização, mas também por sua riqueza mineral. Ele não hesitou em mencionar que a utilização de força não está fora de questão, enquanto a Dinamarca, diante da escalada das tensões, teve que solicitar auxílio militar a seus aliados europeus.
Esses eventos recentes ressaltam não apenas as complexas dinâmicas comerciais entre os Estados Unidos e a Europa, mas também os desafios da política externa em um cenário global cada vez mais conturbado. As repercussões desse embate comercial e as reações dos países europeus podem configurar novos desdobramentos na geopolítica do Atlântico Norte.
