A decisão de Trudeau vem em um momento de forte pressão dos parlamentares liberais, que estão preocupados com as pesquisas que indicam uma derrota esmagadora do partido nas próximas eleições. O Parlamento ficará suspenso até março, o que significa que Trudeau continuará como primeiro-ministro em 20 de janeiro, quando o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, assumir o cargo. Trump já ameaçou impor tarifas que poderiam prejudicar a economia canadense.
Trudeau, de 53 anos, assumiu o cargo em novembro de 2015 e foi reeleito duas vezes, tornando-se um dos primeiros-ministros mais longevos do Canadá. No entanto, sua popularidade começou a cair há dois anos devido a questões como preços elevados e escassez de moradias, e nunca se recuperou.
As pesquisas indicam que os liberais perderão significativamente para os conservadores da oposição em uma eleição que deve ocorrer até o final de outubro. Os partidos de oposição prometeram derrubar o governo assim que possível, provavelmente até o final de março.
Recentemente, Trudeau enfrentou críticas de parlamentares liberais devido ao fraco desempenho nas pesquisas e a perda de cadeiras seguras em eleições especiais no ano passado. Os apelos para que ele se afastasse aumentaram após ele tentar rebaixar a ministra das Finanças, Chrystia Freeland, que acabou pedindo demissão e acusando Trudeau de priorizar artifícios políticos em detrimento do interesse do país.
Com a renúncia de Trudeau, os conservadores, liderados por Pierre Poilievre, ganham destaque como potenciais concorrentes. Poilievre tem se destacado desde o início de 2022, quando apoiou os motoristas de caminhão que protestavam contra os mandatos de vacina contra a Covid-19 em Ottawa.
A renúncia de Trudeau marca o fim de uma era na política canadense e abre caminho para uma nova liderança no país. O cenário político no Canadá promete ser agitado nos próximos meses, com a escolha de um novo líder e a preparação para as eleições que se aproximam.
