Segundo informações compartilhadas por Tarek Saab, procurador-geral venezuelano, um tribunal emitiu o mandado de prisão após González ignorar três convocações para prestar depoimento sobre o site de contagem de votos da oposição. A situação política no país se tornou ainda mais delicada, com o Conselho Eleitoral Nacional declarando Maduro como vencedor com pouco mais da metade dos votos, enquanto a oposição afirma ter provas de uma vitória esmagadora de González.
A comunidade internacional, incluindo alguns países ocidentais e órgãos como a ONU, questionou a transparência da eleição e exigiu a divulgação dos resultados completos. Enquanto a oposição publicava supostas cópias dos resultados, o conselho eleitoral alega ter sido vítima de um ataque cibernético que impediu a divulgação completa dos dados.
Além de González, o procurador-geral também iniciou investigações contra a líder da oposição María Corina Machado e contra o site de contagem de votos da oposição. As tensões políticas resultaram em protestos, prisões e, infelizmente, em pelo menos 27 mortes e mais de 2.400 prisões.
Advogados venezuelanos apontam que, de acordo com a legislação do país, pessoas com mais de 70 anos não podem cumprir penas em prisões, sendo destinadas a prisão domiciliar. González, que completou 75 anos recentemente, pode se enquadrar nessa condição, caso seja detido.
A oposição nega qualquer envolvimento em irregularidades e aguarda possíveis desdobramentos após a emissão do mandado de prisão contra Edmundo González. A polarização política na Venezuela representa um desafio para a estabilidade do país e para a busca de soluções democráticas e pacíficas.






