O incêndio deixou mais de 100 feridos, muitos deles em estado grave, e gerou um clima de desespero e incerteza na comunidade. Os pais dos jovens desaparecidos enfrentam uma espera angustiante, buscando informações sobre o paradeiro de seus filhos. Laetitia, mãe de Arthur, de 16 anos, expressou a dor da incerteza em entrevista à BFM TV: “Estou procurando meu filho há 30 horas. A espera é insuportável”. Com lágrimas nos olhos, ela enfatizou o desespero de não saber se seu filho estava em um hospital ou em um necrotério.
As autoridades locais advertiram que o processo de identificação das vítimas será demorado, uma vez que muitos dos corpos foram severamente queimados. Mathias Reynard, chefe de governo do cantão de Valais, ressaltou a importância da precisão neste momento delicado, afirmando que nenhuma informação será divulgada às famílias até que haja certeza absoluta sobre as identidades. Para isso, especialistas estão utilizando amostras dentárias e de DNA para ajudar na identificação.
Até o momento, as causas do incêndio permanecem indefinidas. A avaliação inicial das autoridades sugere que o incidente pode ter ocorrido acidentalmente, e não foi classificado como um ataque. O trágico evento marca uma das piores desgraças nos recentes registros da história suíça, gerando uma onda de solidariedade entre a população e um apelo urgente para que as autoridades acelerem os esforços de identificação e assistência às famílias afetadas.







