Com a destruição de inúmeras infraestruturas, a precariedade dos serviços básicos se intensificou. O representante do Unicef na Venezuela, Manuel Rodriguez Pumarol, expressou preocupação em relação aos hospitais locais, que têm funcionado acima da capacidade, resultando em milhares de crianças impossibilitadas de acessar água potável e serviços de saúde adequados. As instalações em Caracas e em estados vizinhos, como Carabobo, Aragua e Falcón, estão enfrentando uma crise, principalmente no atendimento a mulheres grávidas e crianças.
Além das instalações de saúde, a educação também sofreu um grande golpe, com 432 escolas na área afetada danificadas. Aqueles estabelecimentos que não sofreram danos estão sendo usados como abrigos temporários para abrigar os desabrigados, intensificando a dificuldade de retorno à normalidade para as comunidades.
Equipes de emergência do Unicef foram mobilizadas para atender aproximadamente 650 mil pessoas, incluindo 234 mil crianças, com assistência em várias áreas críticas como saúde, nutrição, água e saneamento. Já foi enviada uma carga de 20 toneladas de suprimentos médicos ao país, com outras remessas programadas para os próximos dias, visando atender até 100 mil pessoas.
Para enfrentar essa emergência, o Unicef estima que US$ 52 milhões são necessários, até o momento, já foram mobilizados US$ 3,5 milhões para dar suporte inicial às equipes e suprimentos. A situação se torna ainda mais complexa com um novo tremor de magnitude 4,6 registrado na cidade de Carabelleda, no mesmo estado afetado pelos abalos anteriores, o que reforça a necessidade urgente de ação e assistência humanitária no país.





