Com a situação caótica no aeroporto, mais de mil passageiros passaram a noite nas dependências de Schiphol, levando as autoridades a disponibilizarem camas e um café da manhã para aqueles que não puderam seguir viagem. O transporte ferroviário também sofreu interrupções significativas, com a empresa nacional de trens, NS, alertando os cidadãos a adiantar ou cancelar suas viagens, exceto em casos essenciais. As autoridades locais solicitaram que a população trabalhasse remotamente, se possível, enquanto as estradas do país enfrentavam mais de 700 quilômetros de congestionamentos por volta das 5h (horário de Brasília).
Dados meteorológicos revelam um panorama alarmante: na cidade de De Bilt, houve mais dias de neve neste ano do que nos quatro anos anteriores combinados. Enquanto isso, em Bruxelas, muitos voos também tiveram que ser cancelados, e ônibus e comboios belgas ficaram retidos na fronteira com a Holanda devido às condições adversas.
Na França, a situação não é diferente. A capital, Paris, foi atingida por uma forte nevasca que resultou no cancelamento de centenas de voos e na suspensão dos serviços de ônibus. O território francês está sob alerta laranja devido às baixas temperaturas, e a agência meteorológica Meteo France prevê que as nevascas continuem a afetar o norte do país ao longo do dia.
Com a previsão de que o sul do Reino Unido seja a próxima área a sentir os efeitos da tempestade, o Met Office britânico reafirma que alerta de gelo continuará em vigor na Escócia, mas será encerrado para a maior parte da Inglaterra e País de Gales até o final da manhã. As condições climáticas adversas têm provocado desafios significativos na mobilidade e segurança em diversas regiões, refletindo a gravidade da atmosfera tempestuosa que assola a Europa.
