INTERNACIONAL – Super Bowl se transforma em manifestação multicultural com apoio a imigrantes e crítica à política de Trump durante show de Bad Bunny e Green Day.

A noite de domingo, dia 8 de outubro, foi marcada pelo Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, realizada em Santa Clara, na Califórnia. No entanto, a partida entre Seattle Seahawks e New England Patriots tornou-se um pano de fundo para uma celebração multicultural que enfatizou a luta e a dignidade dos imigrantes latino-americanos, com um tom marcadamente crítico em relação ao governo de Donald Trump.

O cantor porto-riquenho Bad Bunny, uma das principais atrações da noite, trouxe uma mensagem poderosa de orgulho latino e apoio aos imigrantes enfrentando as políticas anti-imigratórias. Sua apresentação não apenas trouxe visibilidade à cultura latina, mas também serviu como uma forma de contestação ao que muitos consideram abusos do ICE, a agência responsável pela imigração nos EUA. Embora o artista não tenha mencionado diretamente Trump ou o ICE, sua performance, que incluiu todas as músicas e falas em espanhol, foi carregada de simbolismos e significados políticos.

Antes da apresentação de Bad Bunny, a banda Green Day subiu ao palco e, com seu estilo punk característico, também trouxe uma mensagem de resistência. Com hits como “American Idiot”, a banda enviou um recado claro ao presidente, embora o vocalista Billie Joe Armstrong tenha evitado citar o nome de Trump diretamente durante a performance. Foi uma maneira de reafirmar sua posição contra as políticas do atual governo, contribuindo para o clima de contestação que permeou o evento.

Durante sua apresentação, Bad Bunny fez uma homenagem às diversas nações latino-americanas, utilizando um cenário que remeteu a uma plantação de cana-de-açúcar, uma referência à cultura de Porto Rico. Com dançarinos segurando bandeiras de países da América Latina, o artista ressaltou a importância dessas comunidades nos EUA. A presença de Lady Gaga e Ricky Martin, que também se juntaram ao espetáculo, ampliou ainda mais a mensagem de unidade entre os países da região.

A reação de Trump ao evento foi rápida e contundente. Em um post em sua rede social, o ex-presidente criticou o show, descrevendo-o como “terrível” e uma ofensa aos padrões americanos. Essa resposta reforça o impacto que o show teve, provocando discussões acaloradas sobre identidade, imigração e a realidade cultural dos Estados Unidos.

No final da performance, o cantor segurou uma bola de futebol americano, caminhando e mencionando os nomes dos países da América, enquanto exibia a mensagem “Juntos somos a América”. Ao encerrar, Bad Bunny reafirmou, em espanhol, que a comunidade imigrante continua firme em sua luta e presença no país. Essa celebração de diversidade e resistência promete ecoar muito além da quadra do estádio, refletindo as tensões sociais atuais nos Estados Unidos.

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