INTERNACIONAL – Sheinbaum e Trump Abordam Soberania e Tráfico de Drogas em Conversa Telefônica Após Ameaças de Invasão dos EUA ao México

Na última segunda-feira, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, revelou ter conversado por telefone com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante o diálogo, os líderes discutiram uma variedade de tópicos, com ênfase na questão da soberania nacional, especialmente em um momento delicado em que Trump sugeriu publicamente a possibilidade de intervenções militares em território mexicano para combater o tráfico de drogas.

Sheinbaum descreveu a conversa em sua conta na rede social X, ressaltando que se tratou de um intercâmbio construtivo. “Tivemos uma boa conversa. Abordamos temas como segurança, sempre respeitando nossas soberanias, além da diminuição do tráfico de drogas, comércio e investimentos”, transmitiu a presidente. Ela enfatizou que a colaboração mútua, em um ambiente de respeito, costuma resultar em avanços significativos.

A retórica de Trump, que neste fim de semana voltou a acenar com a ideia de ataques em solo mexicano, gera apreensão e relevância no cenário geopolítico da América Latina. O ex-presidente lamentou publicamente a situação no México, referindo-se diretamente à influência dos cartéis de drogas. Essa declaração ocorre em um contexto em que Trump, após sua controversa intervenção na Venezuela, tem direcionado suas ameaças a outras nações latino-americanas, como Cuba. Em um post recente, ele mencionou que o país caribenho não possui mais recursos provenientes do petróleo venezuelano e sugeriu que seria prudente firmar um acordo com os EUA antes que a situação se torne ainda mais complicada.

A resposta de líderes como Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, foi firme e direta, reafirmando a soberania de seu país. “Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dirá o que fazer”, declarou, visando deixar claro que não aceitaria intimidações externas.

Esses eventos destacam um cenário tenso nas relações entre nações da América Latina e os EUA, onde questões de soberania e segurança continuam a ser pontos centrais de tensão. A conversa entre Sheinbaum e Trump revela a complexidade das interações diplomáticas na região e a necessidade de um diálogo que considere os interesses e o respeito mútuo entre os países envolvidos.

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