INTERNACIONAL – Rússia e Ucrânia realizam troca histórica de prisioneiros, libertando 390 cada e prometendo mais nos próximos dias; negociações por paz ainda sem avanços concretos.

Nesta sexta-feira, 23 de setembro, Rússia e Ucrânia realizaram uma significativa troca de prisioneiros, com a libertação de 390 detentos por cada lado. Ambas as nações anunciaram que mais prisioneiros devem ser trocados nos próximos dias, o que pode configurar a maior operação deste tipo desde o início do conflito.

A troca surgiu como resultado de negociações que ocorreram em Istambul, marcando as primeiras conversas diretas em mais de três anos de hostilidades entre os dois países. Apesar do avanço na questão dos prisioneiros, as discussões não conseguiram resultar em um cessar-fogo, um pedido que, segundo informações, havia sido apoiado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, as trocas incluíram a libertação de 270 soldados e 120 civis por parte de cada lado. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, confirmou essas cifras e informou que novos prisioneiros estariam sendo libertados nos dias seguintes. Autoridades ucranianas também convocaram repórteres para um local na região de Chernihiv, onde era esperado que alguns dos libertados fossem recebidos.

Nas redes sociais, Trump parabenizou os envolvidos pela negociação, insinuando que poderia haver a possibilidade de um avanço mais significativo nas negociações de paz.

A guerra entre Rússia e Ucrânia já resultou em um número alarmante de vítimas, com centenas de milhares de soldados, além de milhares de civis ucranianos mortos, em um conflito que se consolidou como o mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Contudo, tanto a Rússia quanto a Ucrânia têm evitado divulgar números precisos sobre as perdas.

Os prisioneiros que foram libertados incluem civis capturados durante um ataque ucraniano na região de Kursk, na Rússia. Após a troca, os libertados foram levados para a Bielorrússia, onde estavam recebendo cuidados médicos e apoio psicológico antes de serem enviados de volta à Rússia.

No que diz respeito ao cessar-fogo, a Ucrânia se declarou disposta a implementar uma trégua de 30 dias de forma imediata. Por sua vez, a Rússia, que dá continuidade à sua ofensiva, afirma que não irá interromper os ataques sem que suas condições sejam atendidas previamente.

Nesta mesma sexta-feira, as hostilidades continuaram, com a Rússia afirmando ter conquistado o controle de um assentamento na região de Kharkiv e realizando ataques que resultaram em mortes e ferimentos em Odessa. A confirmação de um intento de paz ainda parece distante, à medida que a guerra prossegue em diferentes frentes e as consequências humanitárias se agravam.

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