Nos últimos dias, a retórica beligerante do presidente americano também se intensificou. Donald Trump, que tinha ameaçado ações militares em apoio aos manifestantes, aliviou um pouco suas declarações após receber informações de que o número de mortes relacionadas à repressão estava diminuindo. Aliados dos EUA, como Arábia Saudita e Catar, têm promovido um intenso diálogo com Washington, na tentativa de dissuadir qualquer ação militar, alertando sobre as possíveis repercussões na região que, a longo prazo, poderiam impactar a própria segurança dos Estados Unidos.
A Casa Branca confirmou que Trump está observando a situação com atenção, deixando claro que haveria “consequências severas” para o Irã se as mortes continuassem. Segundo fontes oficiais, 800 execuções previamente agendadas foram suspensas, e Trump mantém aberta a possibilidade de diferentes ações.
Os protestos, que começaram em 28 de dezembro em resposta ao aumento da inflação e ao impacto devastador das sanções econômicas, tornaram-se um dos maiores desafios para a República Islâmica desde a Revolução de 1979. Com o acesso à internet severamente restringido, várias fontes concordam que a capital, Teerã, permanece calma. Moradores relataram a presença de drones sobrevoando a área, mas não houveram sinais de manifestações significativas nos últimos dias.
Organizações de direitos humanos também notaram um estado de segurança severo, verificando a presença de forças militares nas áreas que anteriormente viviam grandes agitações. Apesar das dificuldades enfrentadas, os residentes têm optado por permanecer anônimos devido a preocupações com a segurança.
