INTERNACIONAL – Prisão do Príncipe Andrew marca um momento histórico para a realeza britânica e levanta novas suspeitas sobre sua ligação com Jeffrey Epstein.

Na última sexta-feira, 20 de outubro, a polícia do Reino Unido realizou uma operação na antiga mansão do príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles. Essa ação ocorreu na sequência da divulgação de uma fotografia do ex-príncipe deixando uma delegacia, causando repercussão mundial. Andrew, que completou 66 anos na quinta-feira, 19, foi detido sob suspeitas de má conduta durante seu tempo como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. As investigações apontam que ele teria enviado documentos confidenciais do governo britânico ao financista Jeffrey Epstein, uma figura envolvida em vários escândalos.

Após mais de dez horas detido, Andrew foi liberado, embora sem formalização de acusações. No entanto, a imagem dele, visivelmente abalada e com expressão de descrença no rosto, gerou manchetes como “Queda” nas principais publicações do país e do mundo. Andrew Mountbatten sempre se defendeu de quaisquer ligações impróprias com Epstein, condenado por crimes sexuais e supostamente falecido em 2019. Apesar das negações, novas evidências reveladas pelo governo dos Estados Unidos indicam que ele mantinha relações com Epstein mesmo após a condenação deste, o que o levou a um papel bastante contestado.

Os documentos divulgados mostram que o ex-príncipe supostamente compartilhava com Epstein informações sobre oportunidades de investimento no Afeganistão e outros relatórios de países que ele visitou em sua função oficial. A detenção de um membro tão importante da realeza, oitavo na linha de sucessão ao trono britânico, é um evento significativo e sem precedentes na era moderna. O último caso comparável remonta a 1649, quando Carlos I foi decapitado após ser considerado culpado de traição.

O rei Charles, que já havia afastado Andrew de suas funções reais e retirado seu título, expressou “profunda preocupação” com a situação. Ele reforçou a importância de que a lei siga seu curso e que a investigação seja conduzida de forma justa e adequada por autoridades competentes. O desfecho deste caso pode ter implicações significativas para a família real e sua imagem pública.

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