Após mais de dez horas detido, Andrew foi liberado, embora sem formalização de acusações. No entanto, a imagem dele, visivelmente abalada e com expressão de descrença no rosto, gerou manchetes como “Queda” nas principais publicações do país e do mundo. Andrew Mountbatten sempre se defendeu de quaisquer ligações impróprias com Epstein, condenado por crimes sexuais e supostamente falecido em 2019. Apesar das negações, novas evidências reveladas pelo governo dos Estados Unidos indicam que ele mantinha relações com Epstein mesmo após a condenação deste, o que o levou a um papel bastante contestado.
Os documentos divulgados mostram que o ex-príncipe supostamente compartilhava com Epstein informações sobre oportunidades de investimento no Afeganistão e outros relatórios de países que ele visitou em sua função oficial. A detenção de um membro tão importante da realeza, oitavo na linha de sucessão ao trono britânico, é um evento significativo e sem precedentes na era moderna. O último caso comparável remonta a 1649, quando Carlos I foi decapitado após ser considerado culpado de traição.
O rei Charles, que já havia afastado Andrew de suas funções reais e retirado seu título, expressou “profunda preocupação” com a situação. Ele reforçou a importância de que a lei siga seu curso e que a investigação seja conduzida de forma justa e adequada por autoridades competentes. O desfecho deste caso pode ter implicações significativas para a família real e sua imagem pública.







