Lula enfatizou a relação próxima entre o Brasil e o continente africano, ressaltando que mais da metade dos 200 milhões de brasileiros se reconhecem como afrodescendentes, estabelecendo paralelos entre os desafios enfrentados pela África e pelo Brasil. Ele destacou a necessidade de traçar os próprios caminhos na ordem internacional e criar uma nova governança global capaz de enfrentar os desafios do momento atual.
Durante o discurso, o ex-presidente também abordou questões relacionadas ao desenvolvimento agrícola e industrial, apontando que as teses do Estado mínimo já não vigoram e destacando a importância do planejamento para esses setores. Além disso, reiterou o compromisso do Brasil em colaborar com a África no desenvolvimento de programas educacionais, saúde, meio ambiente e ciência e tecnologia.
Lula ainda anunciou planos para ampliar o intercâmbio de estudantes africanos nas instituições de ensino superior brasileiras e fortalecer a cooperação em áreas como pesquisa agrícola e saúde. Em relação às crises internacionais, o ex-presidente defendeu uma solução duradoura para o conflito Israel-Palestina, com o avanço na criação de um Estado palestino reconhecido pelas Nações Unidas, além de destacar a necessidade de reformas na ONU para garantir uma representação mais equitativa, incluindo países da África e América Latina no Conselho de Segurança.
A participação de Lula na cúpula reforçou o compromisso do Brasil em estreitar laços com as nações africanas e fortalecer a cooperação em diversas áreas, demonstrando a importância estratégica dessa parceria para ambos os lados.







