INTERNACIONAL – Presidente da Colômbia convoca “dia cívico” em apoio à Consulta Popular sobre reforma trabalhista em tramitação no Senado.

Nesta terça-feira (18), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, convocou um “dia cívico” em todo o país para apoiar a Consulta Popular que pretende realizar sobre a reforma trabalhista proposta pelo governo e em tramitação no Legislativo. O objetivo é mobilizar a população em atos de apoio à iniciativa, que visa consultar a população sobre a reforma trabalhista após a Comissão do Senado aprovar a moção pelo arquivamento do projeto. Com isso, Petro convocou a população pelas redes sociais: “Às ruas pelo simples direito de viver bem. Hoje você não vai sair para defender o Petro, hoje você vai sair para se defender”.

Com a convocação do “dia cívico”, os empregados podem ser liberados do trabalho para participar dos protestos. No entanto, prefeitos de grandes cidades colombianas manifestaram rejeição ao dia cívico e afirmam que vão manter os serviços públicos funcionando, garantindo a normalidade nas atividades do dia.

A proposta de reforma trabalhista já aprovada pela Câmara dos Deputados da Colômbia prevê limitar a jornada de trabalho diurna, com pagamento de horas extras para as horas trabalhadas à noite, aos sábados, domingos e feriados. Além disso, outros temas abordados pela reforma são a regulação da licença paternidade, a melhoria da remuneração para jovens aprendizes e medidas para criar maior estabilidade laboral, priorizando os contratos por tempo indefinido e limitando os contratos temporários de emprego.

Gustavo Petro alega que o Congresso colombiano tem bloqueado o avanço das reformas sociais propostas pelo governo, enfrentando resistência para avançar com as reformas trabalhista e da saúde. O presidente também enfrenta oposição dos sindicatos patronais, contrários à reforma trabalhista, que alegam que a medida poderia causar a perda de milhares de empregos.

A decisão de recorrer à Consulta Popular tem gerado críticas de opositores e de setores do parlamento, que questionam a viabilidade financeira da iniciativa. A pressão contra os congressistas e a acusação de Petro de ser “ofensivo” contra o Parlamento também têm gerado controvérsias. Por outro lado, o presidente da Colômbia segue firme em sua proposta de consulta popular e aguarda a decisão da Comissão do Senado sobre o arquivamento definitivo do projeto de reforma.

Sair da versão mobile