O acordo assinado por Trump e pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, entrou em vigor dois dias antes do que havia sido previsto. Este memorando aborda, entre outras coisas, a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio norte-americano aos portos iranianos. Apesar disso, representantes do setor de transporte marítimo indicam que o tráfego na região deve demorar um tempo até retomar os níveis normais, dado a necessidade de garantir segurança naval e a remoção de minas.
Logo após a assinatura do acordo, houve mudanças visíveis nos padrões de navegação. Em um indicativo de maior confiança, embarcações que anteriormente desligavam seus transponders para se manterem ocultas começaram a transmitir suas localizações. Essa nova dinâmica resultou na queda de cerca de 2% nos preços dos futuros do petróleo Brent, que agora giram em torno de US$ 78 por barril, patamar mais baixo desde o início das hostilidades.
Por outro lado, o memorando abre um período de 60 dias para negociações que visam um acordo definitivo para encerrar a guerra, movimento iniciado por Trump com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. No entanto, Israel, que tem enfrentado o Hezbollah no sul do Líbano desde março, está fora das negociações diretas e tem buscado garantir sua presença militar na área.
Enquanto isso, o Líbano continua enfrentando uma crise, com intensificação dos combates mesmo após o anúncio do acordo, e a mídia local reporta ataques aéreos que resultaram em mortes. Um deslocado, Mohammed Doghman, expressou a incerteza e o desejo de uma resposta clara sobre o futuro: “A guerra acabou de vez ou vamos voltar a ela novamente?”
A situação no Oriente Médio permanece extremamente delicada, e o sucesso do acordo de paz dependerá não apenas da vontade de potenciais aliados, mas também da complexidade das relações regionais e das expectativas locais.
