Esse tratado, assinado no último sábado em Assunção, capital do Paraguai, tem o potencial de intensificar relações comerciais entre as duas regiões. Contudo, o pedido de parecer jurídico agora suspende a implementação do acordo, uma vez que a aprovação final ainda depende dos legisladores dos 32 países envolvidos — 27 da União Europeia e cinco do Mercosul. A proposta recebeu 334 votos favoráveis e 324 contrários, além de 11 abstenções, sinalizando um ambiente político dividido.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil reafirmou a prioridade do governo na ratificação desse acordo e declarou que esforços estão sendo feitos para acelerar os trâmites internos necessários à sua implementação. Entretanto, o Parlamento se comprometeu a reavaliar os termos do acordo somente após receber o parecer jurídico, que, segundo especialistas, pode levar cerca de dois anos para ser emitido. Durante esse período, a União Europeia poderá optar pela implementação provisória do pacto, embora isso possa gerar reações políticas adversas.
No Brasil, a expectativa do governo é que a internalização do acordo seja aprovada pelo Congresso Nacional até o segundo semestre deste ano. Os termos do tratado preveem a eliminação gradual de tarifas alfandegárias sobre a maioria dos bens e serviços entre os blocos. O Mercosul, por exemplo, compromete-se a zerar tarifas sobre 91% dos produtos europeus ao longo de até 15 anos, enquanto a União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em um prazo de até 12 anos. Essa dinâmica poderá transformar significativamente o comércio entre as regiões, dependendo da resolução das questões legais pendentes.






