As palavras de Leão XIV foram uma resposta direta às recentes declarações de Trump, que havia se posicionado nas redes sociais, acusando o Papa de fraqueza em assuntos de política externa e sugerindo que ele deve deixar de lado as demandas da chamada “esquerda radical”. O presidente americano expressou desapontamento com a postura do Papa em relação a temas como a questão nuclear no Irã e os conflitos na Venezuela, defendendo que Leão XIV deveria ser mais grato e alinhado ao seu governo.
Em contrapartida, o Papa enfatizou que sua missão não é a de um político e que não pretende entrar em disputa com o presidente estadunidense, destacando sua determinação em levar adiante a mensagem do Evangelho e falar contra a guerra. “Continuarei a me manifestar resistindo à guerra e promovendo o diálogo e o multilateralismo com os Estados”, reafirmou, acentuando a necessidade de soluções pacíficas para os conflitos globais.
Na companhia de cerca de 70 jornalistas, Leão XIV expressou que essa é uma viagem especial e uma oportunidade valiosa para promover a reconciliação entre os povos. Desde sua chegada à Argélia, o Papa tem a intenção de visitar ainda Camarões, Angola e Guiné Equatorial até a próxima quinta-feira (23).
O pontífice concluiu com um apelo abrangente a todos os líderes mundiais, pedindo que todos se unam na busca pela paz e reconciliação, insistindo que a mensagem evangélica deve ser mantida livre de distorções. “Devemos erradicar as guerras e promover um entendimento mútuo entre as nações”, finalizou, refletindo seu compromisso inabalável com a paz mundial.
