Em sua fala, Leão XIV enfatizou que a “ilusão de onipotência” que permeia o cenário mundial torna-se cada vez mais imprevisível e perigosa. Ele conclamou os líderes a deixar de lado as diferenças e se unirem à mesa do diálogo, ao invés de se concentrarem nas estratégias de rearmamento. “Parem! É hora da paz!”, exclamou o papa, demonstrando a urgência da situação.
O pontífice, conhecido por seu discurso ponderado e incisivo, manifestou sua oposição clara à guerra no Irã, utilizando relatos de crianças que vivem em áreas de conflito como exemplo do horror e da desumanidade que a guerra traz. Ele também se recordou da histórica oposição da Igreja à invasão do Iraque em 2003, relembrando o apelo do falecido Papa João Paulo II, que defendia a paz dias antes do início da ofensiva.
“Chega da idolatria do eu e do dinheiro! Chega de exibição de poder! Chega de guerra!”, foram algumas de suas palavras marcantes, refletindo uma indignação profunda com o estado do mundo. Leão XIV reiterou que o equilíbrio da família humana foi desestabilizado e que até mesmo o santo Nome de Deus está sendo usado de maneira distorcida para justificar a morte.
Além disso, a declaração do papa pode ser vista em um contexto mais amplo, onde a interpretação de suas palavras é vista por alguns comentaristas católicos conservadores como um direcionamento ao secretário de Defesa dos EUA. O evento de oração foi anunciado por Leão XIV durante sua mensagem de Páscoa, na qual expressou preoccupações sobre a crescente indiferença à violência. As palavras do papa ecoam um apelo universal pela paz e pela humanidade em tempos de crise, ressaltando a necessidade urgente de diálogo e entendimento mútuo entre nações.






