A HRW classificou a postura dos Estados Unidos como “cínica” no uso de seu poder de veto. Segundo a organização, se não fosse esse veto, a resolução teria sido aprovada, uma vez que os outros membros permanentes do Conselho não votaram contra o texto. A nota da HRW ressalta que a resolução condenava os ataques do grupo Hamas contra civis israelenses, o que também era defendido pelos Estados Unidos. No entanto, foi a ausência desse trecho que levou o país a vetar o texto proposto pela Rússia dois dias antes.
A HRW criticou a postura dos Estados Unidos por bloquear o Conselho de Segurança da ONU de atuar em relação à situação entre Israel e Palestina em um momento de violência intensa. A entidade também questionou a falta de coerência do país ao vetar demandas que eles mesmos costumam insistir em outros contextos, como o cumprimento da lei humanitária internacional e a garantia de acesso à ajuda humanitária e serviços essenciais.
Diante desse impasse, a HRW propõe que a Assembleia Geral da ONU tome medidas urgentes para proteger os civis e evitar atrocidades em grande escala. A organização ressalta que, diferentemente do Conselho de Segurança, a Assembleia Geral não possui o mecanismo de veto dos membros permanentes.
O Conselho de Segurança da ONU é composto por cinco membros permanentes – China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos – e membros rotativos. Para que uma resolução seja aprovada, são necessários nove votos favoráveis, sem nenhum veto dos membros permanentes. Já na Assembleia Geral da ONU, não há o mecanismo de veto, o que significa que as resoluções podem ser aprovadas com a maioria dos votos.
Cabe agora aos países membros da ONU avaliar as medidas a serem tomadas diante dessa situação e buscar soluções para o conflito entre Israel e Palestina.





