A HRW também afirmou que confirmou o uso do fósforo branco através do depoimento de testemunhas. Segundo a organização, essa substância, usada como cortina de fumaça em ações militares, pode causar queimaduras severas e efeitos danosos de longo prazo para os sobreviventes.
Embora o fósforo branco não seja considerado uma arma química, já que não possui efeitos tóxicos e opera principalmente através do uso de chamas e calor, a entidade ressalta que seu uso em áreas densamente povoadas, como Gaza, viola as leis humanitárias internacionais. Essas leis exigem que todas as partes envolvidas em conflitos adotem todas as precauções possíveis para evitar ferir e matar civis.
A HRW também informou que o fósforo branco foi usado em áreas rurais do sul do Líbano no dia anterior ao incidente em Gaza. Em resposta à Agência Brasil, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que não utilizaram esse tipo de arma.
É importante ressaltar que o uso do fósforo branco em áreas densamente povoadas tem sido alvo de críticas e polêmicas. Enquanto a HRW e outros grupos defendem a proibição desse tipo de arma nestas regiões, argumentando que seu uso viola as leis humanitárias, as Forças de Defesa de Israel negam o uso e afirmam que seguem as regras estabelecidas.
Embora as convenções internacionais não proíbam explicitamente o uso de fósforo branco, a pressão da comunidade internacional e de organizações como a HRW pode levar a um debate mais amplo sobre a utilização desse tipo de substância em conflitos armados. A situação em Gaza e no sul do Líbano chamam a atenção para a necessidade de preservar vidas civis em meio a conflitos militares.





