Em um comunicado, os especialistas enfatizaram que “os alimentos nunca devem ser usados como instrumento de pressão política”. Eles afirmaram que medidas que deliberadamente privam a população dos meios de sobrevivência violam direitos fundamentais, como o direito à vida, e comprometem a dignidade humana. A fala dos especialistas ressoou como um pedido de atenção para as dificuldades enfrentadas pelos cubanos em meio a uma crise de abastecimento dramática.
Na mesma semana, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, desferiu críticas severas contra o embargo petrolífero imposto pelos EUA, descrevendo as políticas do governo norte-americano sob a presidência de Donald Trump como um “genocídio político”. Ele ressaltou a urgência de retirar as sanções e o bloqueio de petróleo, fazendo um apelo por solidariedade internacional. Durante seu discurso, Díaz-Canel manifestou gratidão para com os grupos internacionais que têm enviado ajuda humanitária, destacando a importância de criar um ambiente propício à paz, tanto para Cuba quanto para os norte-americanos que lutaram pelos direitos humanos em outras nações.
A situação econômica em Cuba se agravou significativamente, levando a uma evasão de empresas internacionais, particularmente nos setores de turismo e financeiro. O país, já enfrentando apagões frequentes, viu sua infraestrutura elétrica debilitada ainda mais pelo esgotamento de combustíveis. Isso resultou em paralisações no transporte público e na diminuição do tempo letivo nas escolas devido à falta de energia.
Enquanto isso, o governo dos EUA atribui a crise à má gestão dos recursos por parte do governo cubano, uma narrativa que tem sido questionada por especialistas e defensores de direitos humanos. O chamado à ação internacional permanece urgente, conforme a situação em Cuba continua a deteriorar-se, clamando por uma resposta que garanta dignidade e sobrevivência para sua população.




