A morte de Hossam Shabat ocorreu em um ataque de drone israelense contra o veículo em que ele estava. O jornalista, de 23 anos de idade, era uma figura muito conhecida na região e dedicou sua vida a documentar os horrores no norte de Gaza. Em uma rede social, a equipe de Hossam compartilhou uma mensagem que ele escreveu prevendo sua morte nas mãos das forças de ocupação israelenses.
Além de Shabat, outro jornalista, Mohammad Mansour, da TV Palestine Today, também foi assassinado no mesmo dia. O Sindicato de Jornalistas Palestinos também condenou os assassinatos e pediu à comunidade internacional que responsabilizasse Israel pelas mortes dos jornalistas.
O Comitê de Proteção de Jornalistas (CPJ) também se manifestou sobre o ocorrido, destacando que os jornalistas são civis e é ilegal atacá-los em uma zona de guerra. Para o CPJ, as acusações de Israel contra os jornalistas são infundadas e servem como justificativa para as mortes desses profissionais.
O RSF, por sua vez, alega que Israel promove um “apagão da mídia” ao impedir o trabalho da imprensa internacional em Gaza e ao acusar jornalistas sem provas concretas de envolvimento com organizações terroristas. A organização apresentou quatro queixas ao Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra cometidos contra jornalistas em Gaza e alertou para a tentativa de Israel de controlar a narrativa midiática na região.