O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, manifestou preocupação com a crescente frequência e intensidade desses ataques, que ele descreveu como o “novo normal” em zonas de conflito. Em suas palavras, publicadas em sua conta oficial em uma rede social, Tedros ressaltou o impacto devastador que essas ações têm sobre a vida das pessoas, resultando em mortes, mutilações e danos irreparáveis à infraestrutura de saúde.
Desde o ano de 2018, mais de 7,8 mil ataques foram registrados em 21 países e territórios, causando a morte de pelo menos 2,6 mil pessoas e deixando 5,4 mil feridos, incluindo profissionais de saúde e pacientes que buscam tratamento para diversas enfermidades. A destruição de hospitais, clínicas e ambulâncias compromete o acesso à assistência médica de milhares de pessoas vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pacientes com condições crônicas.
Diante desse cenário alarmante, Tedros destacou a importância da proteção ativa dos serviços de saúde conforme estabelecido pelo direito internacional. O diretor-geral da OMS enfatizou que a responsabilização dos agressores é fundamental para evitar a repetição desses ataques e para promover a paz como a única solução definitiva para a interrupção da violência.
Nesse sentido, a comunidade internacional e os governos devem unir esforços para garantir a segurança dos locais de atendimento médico, preservando vidas e respeitando os princípios humanitários fundamentais. A proteção da saúde deve ser uma prioridade em todas as circunstâncias, a fim de assegurar o bem-estar e a dignidade de todas as pessoas, independentemente do contexto em que se encontram.





