INTERNACIONAL – Oito alunas são presas após incêndio em escola feminina no Quênia que deixou 16 mortos e 79 feridos; governo toma medidas disciplinares.

Em uma trágica reviravolta, autoridades no Quênia confirmaram a prisão de oito alunas da Utumishi Girls’ Academy Senior School, em Gilgil, sob suspeita de estarem envolvidas em um incêndio criminoso que resultou na morte de 16 estudantes. O incidente ocorreu na madrugada de quinta-feira e deixou ainda 79 feridos, muitos dos quais estão sendo tratados em hospitais da região.

Incêndios em escolas comerciais são uma preocupação recorrente no Quênia, frequentemente ligados a protestos de estudantes diante de políticas disciplinares severas e condições de infraestrutura inadequadas. Os pesquisadores apontam que esses eventos refletem um clima de descontentamento entre os alunos, que buscam maneiras de expressar suas frustrações.

As investigações iniciais, conduzidas pela Diretoria de Investigações Criminais da polícia queniana, indicam que as alunas detidas podem ter planejado e executado o incêndio de forma premeditada. Uma declaração oficial da polícia revelou que os responsáveis foram identificados e já se encontram sob custódia. As descobertas levantam questões sobre a adequação das medidas de segurança implementadas na escola.

O ministro da Educação, Julius Ogamba, durante uma coletiva de imprensa, enfatizou que a situação é grave, uma vez que dois professores da instituição tomaram conhecimento dos planos de ataque mas falharam em agir de forma preventiva. Ogamba também destacou que a escola não cumpriu regulamentações de segurança, notando que os dormitórios estavam superlotados e que uma saída de emergência estava trancada no momento do incêndio, dificultando a evacuacão dos alunos.

Como consequência dessas ações, o governo decidiu dissolver o Conselho de Administração da escola e prometeu adotar medidas legais e disciplinares contra funcionários que não tenham cumprido suas obrigações.

O Quênia já enfrentou outras tragédias em escolas. Em 2024, um incêndio em um internato primário no condado de Nyeri resultou na morte de 21 alunos, embora a causa nunca tenha sido oficialmente estabelecida. Além disso, o incêndio mais devastador da história do país, ocorrido em 2001, na Escola Secundária Kyanguli, deixou 67 estudantes mortos e foi atribuído a atos de incêndio criminoso.

Esses eventos trágicos expõem uma necessidade urgente de um revisão abrangente das práticas de segurança nas instituições educacionais do Quênia, visando proteger os estudantes e evitar que tragédias semelhantes se repitam no futuro.

Sair da versão mobile