INTERNACIONAL – Morte de escritora Renee Good em Minneapolis gera protestos e controvérsias sobre atuação do ICE e brutalidade policial nos EUA.

Na tarde do dia 7, a cidade de Minneapolis, em Minnesota, foi palco de um evento trágico e chocante que deixou a comunidade em luto e revolta: a morte de Renee Nicole Good, uma escritora e mãe de três crianças, em decorrência da ação do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA). Com apenas 37 anos, Renee, que também era poetisa e esposa, tornou-se uma nova face da brutalidade das forças de segurança em um contexto marcado pelo ativismo social e pela luta por justiça racial.

O incidente ocorreu em uma tarde que começava como tantas outras. De acordo com relatos, Renee estava na rua ajudando os vizinhos, um reflexo de sua natureza solidária e acolhedora. O Conselho da Cidade de Minneapolis emitiu uma declaração em que expressava seu pesar e ressaltava a necessidade de responsabilização em casos de violência fatal. A nota enfatizava que qualquer ato desse tipo deve ser investigado e processado, evidenciando a indignação e o clamor por justiça da comunidade.

O passado recente da cidade é marcado por tragédias semelhantes, incluindo a morte de George Floyd, que também gerou um levante nacional contra a brutalidade policial. A relação entre a cidadania e a proteção dos direitos humanos ganha nova ênfase nesse cenário, especialmente à luz da morte de Renee.

Donna Ganger, mãe de Renee, descreveu a filha como uma pessoa repleta de compaixão e amor. “Ela cuidou de pessoas ao longo de sua vida e era um ser humano incrível”, afirmou. Renee, natural de Colorado Springs, dedicou-se à escrita e cuidava da vida familiar. Além de seu amor pela literatura, a escritora também mantinha um podcast e apreciava momentos simples, como maratonas de filmes em casa.

Recentemente, Renee morava com sua parceira e, conforme relatos de vizinhos, era amplamente reconhecida por sua preocupação em proteger e cuidar de todos ao seu redor. No momento do incidente, ela atuava como observadora legal, monitorando ações policiais para prevenir abusos. Surpreendentemente, sua mãe enfatizou que Renee não se considerava uma ativista, revelando um perfil mais voltado ao apoio comunitário do que ao confronto político.

As declarações do ex-presidente Donald Trump, que chamou Renee de terrorista, geraram mais indignação. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, contradisse a narrativa, apontando que a tragédia foi resultado de um uso imprudente do poder por parte de agentes federais.

Com protestos em diversas cidades dos Estados Unidos, a morte de Renee Good acendeu um debate crucial sobre a responsabilidade das autoridades e a proteção dos direitos civis em um momento em que a sociedade clama por mudanças reais e significativas.

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